9 de dezembro de 2016

Roda Gigante


Talvez nunca vamos compreender as voltas que a vida dá. Ou porque certas coisas aconteceram e como escaparam tão rápido de nossas mãos. É como ter tudo em um dia e perdê-lo no dia seguinte. É como não se ver em outro caminho e na hora do desespero não pensar duas vezes em mudar a direção. É como a água que escorre por entre os dedos.
Talvez em algum momento em nossas vidas esteja programada voltarmos naquele lugar ou reencontrarmos aquela pessoa. A vida encontra sempre uma maneira de fazer o passado tornar-se presente. É como uma roda gigante. Ela não tem fim, nos faz lembrar da continuidade que é a vida. Qual é a sensação de estar em baixo olhando para cima e vendo os degraus ainda a serem subidos? E quando se está em cima e consegue ver a imensidão que é o mundo?
Por um momento talvez desejas descer da roda gigante e olhá-la. Admirar a grandiosidade que és. Saber que dentro dela há lembranças, sonhos, mágoas, desejos, alegrias, perdões, sorrisos, angústias, medos, quedas, esperança, subidas, lágrimas, encantamentos e quem sabe até o nirvana. Saber que há mais nela em você do que você nela. Saber que há uma enorme possibilidade de caminhos e, consequentemente, obstáculos. As cicatrizes já não doem mais tanto. Te dão forças para lutar. É hora de entrar na roda gigante. De volta a vida é imprescindível olhar sempre adiante igualmente abaixo e acima. A vida se encarrega de ligar a roda gigante, mas saiba que é você quem a conduz. Está em suas mãos. Você decide. Lembre-se sempre de olhar para o céu, as estrelas estarão sempre lá.
Aline Bueno

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